Morte de bebê de 11 meses arrastado por pitbull em SP: o que se sabe e o que falta esclarecer
04/02/2026
(Foto: Reprodução) Bebê de 11 meses morre após ataque de pitbull no interior de SP
Um bebê de 11 meses foi atacado e arrastado por um cão da raça pitbull no quintal de casa em Socorro (SP), no domingo (1º). O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas a criança já havia morrido quando a equipe chegou ao local.
Segundo o boletim de ocorrência, no Hospital Municipal da cidade, uma médica que atendeu o bebê constatou que ele tinha sinais de maus-tratos que teriam ocorrido antes do ataque. Consta no registro que a casa onde viviam o bebê, a mãe e o padrasto dele é "insalubre".
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A partir desses indícios, a Polícia Civil investiga a mãe e o padrasto por homicídio culposo (sem intenção de matar) e maus-tratos, além de omissão de cautela na guarda do animal. Confira, abaixo, tudo o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso.
O que se sabe?
Dinâmica do acidente
Indícios de maus-tratos e condição insalubre
Investigação por homicídio e omissão
Destino e histórico do cão
O que disseram os investigados?
Bebê de 11 meses morre após ataque de pitbull em Socorro; Polícia Civil vai apurar possível negligência e omissão
Arquivo pessoal
Dinâmica do incidente com pitbull
A vítima foi um bebê de 11 meses. O caso ocorreu no início da tarde de domingo (1º), no quintal de uma residência na Estrada Luiz Corozolla, em Socorro.
A criança estava sentada em uma cadeira pequena no quintal quando foi atacada e arrastada pelo cachorro. O animal, um pitbull, ficava solto nesse espaço.
O momento em que o bebê foi arrastado pelo cão foi capturado pela câmera de segurança de um vizinho.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a criança já estava sem vida quando a equipe chegou ao local.
Indícios de maus-tratos e condição insalubre
No Hospital Municipal de Socorro, a médica que atendeu a ocorrência constatou que o corpo do bebê apresentava sinais de maus-tratos ocorridos antes do ataque do cachorro, segundo o registro na Polícia Civil.
No boletim de ocorrência, a Polícia Militar afirmou que a casa onde a família (mãe, padrasto e bebê) vivia é um local "insalubre, com sujeira e ratos".
Investigação por homicídio e omissão
O caso, inicialmente tratado como "morte suspeita", foi reclassificado pela Polícia Civil. Atualmente, constam no registro: homicídio culposo (sem intenção de matar), omissão de cautela na guarda de animais e maus-tratos.
A mãe e o padrasto são oficialmente investigados. Ninguém foi preso até o início da tarde desta terça-feira (3).
Destino e histórico do cão
O animal foi recolhido pelo canil da Guarda Municipal e deverá ser encaminhado a uma ONG especializada, que trabalha só com cães da raça pitbull.
A polícia informou que o pitbull já teria mordido outras pessoas anteriormente, embora essas vítimas não tenham sido identificadas no momento do registro. O animal pertence ao padrasto.
O que disseram os investigados?
Ainda no domingo, o padrasto relatou à Polícia Militar (PM) que tentou fazer o cão soltar o bebê aplicando um golpe de faca superficial no animal.
Já no depoimento à Polícia Civil, ambos permaneceram em silêncio. A expectativa é que se pronunciem na Justiça.
O que falta saber?
Qual a causa exata da morte?
Histórico familiar
Houve maus-tratos ao animal?
Polícia Civil
Jorge Talmon/EPTV
Qual a causa exata da morte?
A Polícia Civil apura se o bebê morreu por conta do ataque do pitbull ou se já estava morto antes de ser atacado.
A investigação trabalha para esclarecer se a morte pode ter sido causada pelos maus-tratos prévios ou pela negligência constatada no ambiente.
Histórico familiar
A Polícia Civil está verificando, junto ao Conselho Tutelar, se a família já havia sido denunciada ou se passava por algum tipo de acompanhamento.
Em nota, o Conselho Tutelar disse ao g1 que não vai ceder informações sobre o caso em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e que se solidariza com a família que está em luto.
Houve maus-tratos ao animal?
A Polícia Civil aguarda laudo veterinário para saber se o cachorro passava por maus-tratos.
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